Está chegando ao fim a VII Bienal Internacional de Dança do Ceará, que começou na última sexta, dia 16, e acontece até segunda-feira, dia 26, com acesso gratuito a todas as atividades. Ao longo de 11 dias a Bienal terá realizado mais de 80 atividades em Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte e Paracuru, das quais participaram mais de 200 bailarinos de cerca de 40 companhias de oito países. O encerramento da sétima edição da bienal no Brasil será segunda-feira às 19 horas no Teatro São João, em Sobral, com o Ballet de Lorraine. De 24 a 28 de novembro, a Bienal Internacional de Dança do Ceará segue para Cabo Verde, na África.
Bienal na SEXTA-FEIRA
Nesta sexta-feira, 23, termina a programação em Juazeiro do Norte com Entre e saia para as entre salas, espetáculo da Companhia Etra, do Ceará. Este foi o espetáculo de todo o repertório da companhia que mais se apresentou e continua a se apresentar. Com esta peça, a Cia Etra ganhou o edital de incentivo às artes da SECULT/CE no ano de 2005. A apresentação será às 19 horas no SESC Juazeiro.
Em Sobral, na sexta-feira, às 19 horas no Teatro São João, o espetáculo é Dois Pontos, da Paracuru Cia. de Dança que abriu a sétima bienal no Theatro José de Alencar no dia 16. Dois Pontos é a quarta peça do repertório da companhia cearense, coreografada por Ivaldo Mendonça, com direção artística de Flávio Sampaio, diretor da companhia.
Alain Buffard em Fortaleza
Nesta sexta-feira, entre as atividades formativas em Fortaleza, destaque para a mesa redonda com o tema da bienal este ano: Poéticas e Políticas: que planos de composição estamos ajudando a traçar. Será às 16 horas no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Nos palcos, uma das atrações é a companhia de dança do francês Alain Buffard, com o espetáculo (Not) a Love Song, às 21 horas no Theatro José de Alencar.
Esta é a terceira vez que a Bienal recebe a companhia de Alain Buffard. Em 2003 o francês apresentou Good Boy e Wall dancin' - Wall fuckin'. Em 2005 foi a vez de Mauvais Genre. Quem viu os espetáculos anteriores vai se surpreender com esta produção de Alain Buffard, que estreou 2007 no festival Montpellier Danse, com Miguel Gutierrez, Vera Mantero, Claudia Triozzi e o músico Vincent Ségal. O espetáculo (Not) a Love Song é uma comédia performática que mescla teatro, música e dança.
Também em Fortaleza a Bienal apresenta nesta sexta-feira o mineiro Vanilton Lakka, às 18 horas no SESC SENAC Iracema. O espetáculo é Interferência inacabada... preste atenção no ruído ao fundo, uma criação resultante da experimentação entre padrões de movimento surgidas no histórico do criador Lakka e suas experiências com o universo Hip Hop e da Dança Contemporânea, sobreposta a noções de música e não-música socialmente construídas. No palco, o coreógrafo e intérprete Vanilton Lakka e o DJ/performer Fernando Prado, com suas interferências sonoras.
Às 19 horas, dois espetáculos cearenses são apresentados. No Teatro Dragão do Mar, Sistemas... Nada a declarar... Somos vários..., com o Grupo N∞. No Centro Cultural Bom Jardim, o grupo Teatro Máquina encena Répéter. Às 20h, a bienal leva para o Cuca Che Guevara, na Barra do Ceará, as cariocas Marcela Levi e Flávia Meireles, com Em redor do buraco tudo é beira.
SÁBADO de solos em Fortaleza e Sobral
No sábado, em Fortaleza, a bienal apresenta três atrações internacionais: A portuguesa residente na França, Vera Mantero, com três solos às 19 horas no Teatro Dragão do Mar. No Cuca Che Guevara, na Barra do Ceará, a atração é a argentina Marina Brusco, com o espetáculo Chito. E ao palco principal do Theatro José de Alencar, às 21 horas deste sábado, volta o Ballet de Lorraine, com solos, alguns deles apresentados na noite de abertura da Bienal, sexta-feira passada.
Os solos de Vera Mantero são uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings* (1996, 20min), Olympia (1993, 15min) e Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991, 20min). Com seus solos, Vera Mantero já se apresentou em mais de 15 países. No Brasil esteve em 1998 em São Paulo e em 2004 em Recife e Rio de Janeiro.
Chito, coreografia e interpretação de Marina Brusco, com música de Jorge Grela, é uma instalação e coreografia para um corpo que se manifesta inseparável do espaço cenográfico que ocupa, uma vez que insiste em amarar-se a esta paisagem. A obra está regida pela ambiguidade de uma imagem, um corpo que é sonho e fracasso. Marina Brusco é coreógrafa, bailarina e professora de dança. Integrou o balé do Teatro San Martin, de Buenos Aires.
O Ballet de Lorraine volta ao palco do Theatro José de Alencar com solos, alguns dos quais apresentados na noite de abertura da Bienal, dia 16. É o caso e Étude rèvolucionaire e La mère (Isadora Duncan), Lamentation (Martha Graham), Une danse blanche avec Eliane (Dominique Bagouet) e Two (Russel Maliphant). Além dessas peças, o Ballet de Lorraine apresenta Steptext (W. Forsyte) e Le duo d’Eden (Maguy Marin).
Ainda em Fortaleza, a homenageada da bienal este ano, a coreógrafa e bailarina cearense Silvia Moura, abre a programação Dançando no Poço, às 17 horas na Comunidade do Poço da Draga, na Praia de Iracema, com seu solo A cadeirinha e eu. Em seguida, apresentações do CEM – Centro de Experimentações em Movimentos, Grupo Tablado, entre outros. Para o SESC SENAC Iracema, a bienal leva a cearense Andréa Sales, com o solo Varal com início às 18 horas.
Em Sobral, a companhia da Argentina Luis Garay & Co. Buenos Aires é a atração no sábado, às 19 horas no Teatro São João. O espetáculo é Maneries, criação de Luis Garay apresentado pela performer Florencia Vecino. Maneries trabalha o corpo como material linguístico. Tomando signos icônicos, motivados e arbitrários, a performer constrói e explora uma série de provas sobre os limites de suas próprias capacidades formais.
Domingo em Fortaleza: BALLET DE LORRAINE em Hymnen
No domingo, encerrando a programação da Bienal de Dança em Fortaleza, o Ballet de Lorraine estará na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com o espetáculo Hymnen, uma coreografia da brasileira Lia Rodrigues, Didier Deschamps e Gérard Fromanger.
Hymnen, uma obra de cunho político que denuncia as derivas do nacionalismo, foi criada em 1970 pelo coreógrafo Michel Descombey, com cenografia de Gérard Fromanger, sobre uma partitura de Karlheinz Stockhausen. Stockhausen e Fromanger repensaram a peça para sua definição no espaço, o cenário e a partitura musical. As bandeiras que marcavam o cenário anterior, foram substituidas por painéis. A pop art aparece no figurino, em peças coloridas e sacolas envolvendo os corpos. A coreógrafa brasileira Lia Rodrigues e Didier Deschamps, diretor da companhia, entraram também nesse processo de reinvenção da peça, que é um dos mais vastos quadro eletrônico já criados. Nele encontram-se a ritmica, a precisão matemática dos corpos e a geometria do espaço.
Em Sobral, a atração é a Cia Etra, do Ceará, com Entre e saia para as entre salas, da Cia. Etra, do Ceará, com início às 19 horas no Teatro São João.
Encerramento SEGUNDA-FEIRA em Sobral
Para marcar a noite de encerramento, o Ballet de Lorraine leva segunda-feira, às 19 horas, ao Teatro São João, em Sobral, os solos que apresentou na abertura oficial da Bienal em Fortaleza e mais duas peças. Além de Étude revolucionaire e La mère, de Isadora Duncan (1877-1927), Lamentation, de Martha Graham (1894-1991), Une danse blanche avec Eliane, de Dominique Bagouet, e Two, coreografia de Russel Maliphant, o Ballet de Lorraine apresenta Steptext, de W. Forsyte, e Le duo d’Eden, de Maguy Marin, uma das grandes coreógrafas francesas.
O Ballet de Lorraine é uma das atrações francesas que marcam as comemorações do Ano da França no Brasil, circulando pelo país através do Circuito Brasileiro de Festivais Internacionais de Dança, formado pela Bienal do Ceará, o Festival Panorama de Dança (Rio de Janeiro), o FID – Fórum Internacional de Dança (Minas Gerais) e o Festival Internacional de Dança do Recife. A programação especial, que também traz os franceses Ballet de Lorraine e Norma Claire, conta com apoio do MinC – Ministério da Cultura, Cultures France, Embaixada da França e Embaixada do Brasil.
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