Em 2006 a Terra da Luz Editorial iniciou o projeto Memórias da Cidade, lançando o livro Ah, Fortaleza!, no qual apresentou a capital cearense de 1880 a 1950. Agora, em 2011, traz um novo registro de memórias. No dia 29 de novembro lança Viva Fortaleza – 1950/2011, revelando em imagens e textos a passagem dos anos de uma cidade que cresce a passos largos.
A nova obra tem fotografias atuais e textos de autores que conhecem bem o cotidiano de Fortaleza. Palavras e imagens dialogam entre si num encontro de linguagens, revelando as referências pessoais e as interpretações de seus autores sobre a cidade. Os textos são assinados por escritores, jornalistas e outros pensadores e remetem a aspectos históricos, culturais, sociais, arquitetônicos e afetivos.
A escritora Angela Gutiérrez assina crônica com o título Fortaleza de pedra, Fortaleza de papel, acompanhada por interpretação do fotógrafo Maurício Albano; algumas memórias também são reveladas pelo jornalista e escritor Lira Neto, que narra As duas vezes em que me despedi de Fortaleza, com versão fotográfica de Lia de Paula; a socióloga Kadma Marques mostra em palavras sua visão de Fortaleza no texto Da janela da minha rua, com imagens do fotógrafo Jarbas Oliveira; o jornalista e escritor Demitri Túlio fala sobre A Cidade Desimportante, impressa em fotografias por Alex Costa; o arquiteto e compositor Fausto Nilo apresenta O Sonho Feliz de Cidade e a Realidade Metropolitana, materializados pelas fotografias de Drawlio Joca; a escritora Natércia Pontes e o fotógrafo Gentil Barreira dão suas visões de como Fortaleza anoitece.
E mais, o teatrólogo e dramaturgo Oswald Barroso discorre sobre Fortaleza Viva, presente também nos registros do fotógrafo Thiago Gaspar; parte dessa Fortaleza é destacada pela jornalista Cláudia Albuquerque, que assina Mucuripe: Inconstante como as ondas, com fotografias de Igor Câmara; A Fortaleza de Alencar é apresentada pelo publicitário e jornalista Paulo Linhares e pelo fotógrafo Fábio Lima; o historiador Régis Lopes resgata O Bode Ioiô e outras memórias, com imagens do fotógrafo JoOao Luís; a jornalista Izabel Gurgel e o fotógrafo Silas de Paula mostram Em que cidade você mora?; o arquiteto Romeu Duarte escreve sobre Arquitetura e Urbanismo em Fortaleza (1950 – 2010): Do Pioneirismo ao Patrimônio Cultural, artigo ilustrado pelo fotógrafo Léo Kaswiner; e Sociedade e Meio Ambiente em Fortaleza estão no texto da geógrafa e professora Clélia Lustosa, com fotografias de Alex Uchôa. Dois portugueses, o vice-cônsul de Portugal em Fortaleza Francisco Neto Brandão e o fotógrafo João Palmeiro, encerram a obra com o olhar estrangeiro sobre a cidade, no capítulo intitulado Fortaleza, que cidade é essa?.
Fotografias e objetos antigos
Em um resgate da cidade entre as décadas de 1950 e 90, a editora recebeu fotografias e cartões-postais de fortalezenses, que abriram os acervos pessoais a fim de contribuir com a documentação iconográfica de Fortaleza. Esse registro é enriquecido com imagens de objetos que marcaram época, entre os quais, álbuns de família, eletrodomésticos, peças decorativas e artigos de vestuário.
“O projeto Viva Fortaleza faz referência a um recorte histórico sobre a memória da capital cearense e de seus habitantes. O livro e a exposição pretendem contribuir com uma reflexão sobre quais rumos seguir e como redesenhar esse pulsante diálogo com a cidade”, explica Patricia Veloso, editora e coordenadora da publicação. Os textos e as imagens expõem a travessia vivenciada por Fortaleza da década de 1950 aos dias atuais, como uma reflexão sobre suas transformações.
Acessibilidade
No Memorial da Cultura Cearense, a exposição terá conteúdos adaptados para deficientes visuais e auditivos, além da acessibilidade física do espaço. O Projeto Acesso disponibiliza recursos materiais e multimídia para tornar esse conhecimento aberto a todos os públicos. O núcleo de ação educativa do MCC realiza atividades pedagógicas e visitas guiadas especiais para diversos grupos.
SERVIÇO
Lançamento do livro Viva Fortaleza – Dia 29 de novembro, às 19:30h, no Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema). Na ocasião será aberta a exposição homônima, com projeções e reproduções de fotografias do livro, ambientes e objetos (parte deles enviados pela população) que recriam o cotidiano em Fortaleza. Info: (85) 3261.0525, 8814.4393 e www.terradaluzeditorial.com.br.
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