ATRAÇÕES DO FESTIVAL JAZZ & BLUES 2010
EM GUARAMIRANGA
CANINGA TRIO (RN)
ANTÔNIO JOSÉ FORTE (CE) e ROBERTINHO SILVA (RJ) com participação de CARLINHOS FERREIRA (CE)
MAGIC SLIM (EUA)
TÚLIO MOURÃO (MG) e NONATO LUIZ (CE)
CARLOS MALTA (RJ)
UAKTI (MG)
PAULA TESSER (CE)
CHICO PINHEIRO (SP)
WAGNER TISO (MG/RJ) convida VICTOR BIGLIONE (ARG/RJ)
RILDO HORA (PE/RJ) convida MISAEL DA HORA (RJ)
MÁRCIO RESENDE (RJ/CE)
TRIO CORRENTE (SP) convida PAQUITO D'RIVERA (CUBA/EUA)
Shows ao por do sol
MARIMBANDA (CE)
RAMO (MG)
VIOLA DE ARAME (BA)
HARMÔNICA MERCOSUL (BRA/ARG/CHI)
Jam Session
ARTUR MENEZES (CE)
BIG TIME ORCHESTRA (PR)
RELEASES
CANINGA TRIO (RN)
Formado em março de 2006, o Caninga Trio surge com a proposta de desenvolver um repertório instrumental voltado para uma formação pouco comum, onde saxofone, guitarra e baixo de seis cordas executam temas autorais e arranjos próprios da música popular e instrumental. O gurpo é formado por Heleno Feitosa “Costinha” (sax), Manoca Barreto (guitarra elétrica) e Mário Cavalcanti “Júnior Primata” (baixo elétrico de seis cordas) que apresentam currículos repletos de experiências musicais, participando constantemente em eventos locais e nacionais. Paralelamente, exercem atividades acadêmicas como professores da Escola de Música da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFPB (Universidade Federal da Paraíba).
Frente a tantos compromissos profissionais, entre aulas e shows, perceberam que era possível planejar alguns encontros e começar a desenvolver o trabalho, que foi batizado com o termo “Caninga” que, na cultura potiguar, pode significar persistência e perseverança. Em 2006 o grupo realizou duas apresentações no projeto Som da Mata (Agência Cultural do RN / IDEMA / Petrobrás) e uma na XVII Semana da Música (Escola de Música da UFRN), obtendo elogios da crítica especializada local.
Em 2007 particpou primeira vez do Festival de Música Instrumental do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em Fortaleza e do Festival Música na Ibiapaba, em Viçosa do Ceará, bem como se apresentou no projeto Som da Mata (RN). No final do mesmo ano, Caninga Trio gravou o primeiro CD, intitulado “CANINGA TRIO - Tempo Bom”, com shows de lançamento em João Pessoa (janeiro de 2009) no Teatro Ariano Suassuna e em Natal (Abril de 2009) no Auditório da Escola de Música da UFRN.
ANTÔNIO JOSÉ FORTE (CE) e ROBERTINHO SILVA (RJ)
Amigos de longas datas, Antônio José Forte e Robertinho Silva concretiam um sonho antigo de realizarem um show juntos. Em Guaramiranga apresentam “Encontros” que é também o tema da música composta por Antônio José especialmente para a ocasião. O show tem participação do clarinetista Carlinhos Ferreira.
O baterista e percussionista Robertinho Silva, que comemora 50 anos de carreira, é um dos artistas brasileiros mais significativos das últimas décadas. Autodidata, descobriu a potencialidade da bateria ainda menino e teve influência dos principais bateristas do Samba Bossa Nova (Edson Machado, Milton Banana e Dom Um Romão) e dos bateristas de jazz norte-americanos (Art Blakey, Philly Jo Jones, Elvin Jones, Tony Willians e Max Roach). Destacou-se com o grupo Som Imaginario, ao lado de Wagner Tiso e Luiz Alves. Desde o início de sua carreira, no final dos anos 60, até hoje, participa de gravações e concertos com grandes nomes da música nacional e internacional.
Participou de grandes festivais como New Port, Berlim, Free Jazz Festival, JVC New York, Montreaux, Midem e muitos outros. Sua carreira inclui gravações em estúdio e apresentações ao lado de Milton Nascimento (com quem trabalhou por 26 anos), João Donato, Tom Jobim, Wayne Shoter, Paul Horn, George Duke, Egberto Gismonti, Airto Moreira, Flora Purin, Raul de Souza, Dori Caymmi, Calt Tjader, Sarah Vaughan, Gilberto Gil, João Bosco, Toninho Horta, Gal Costa, Nana Caymmi, Chico Buarque, dentre outros. Mais recentemente com Lisa Ono, Guilherme Vergueiro, Wanda Sá, Mônica Salmaso, o saxofonista Bud Shank e o guitarrista George Benson.
Atualmente Robertinho se dedica à carreira solo e à pesquisa dos ritmos folclóricos de todas as regiões do Brasil. Faz concertos, ministra cursos, oficinas, seminários e workshops sobre ritmos brasileiros para todo Brasil e Exterior. Realiza também trabalhos com “A Família Silva” composta por ele, o patriarca da família Silva e os filhos Ronaldo, Vanderlei, Pablo e Thiago. Desenvolve projetos com companhias de dança e teatro.
O pianista e compositor cearense Antônio José tem formação erudita. Reflete no seu trabalho toda a magia da música instrumental brasileira, notadamente a nordestina, recebendo ainda a inspiração inconfundível da música clássica e do jazz. Influenciado por nomes como Bach, Beethoven, Chopin, Villa bolos, Rachmaninoff e Claude Debussy. Ele encontrou nos jazzistas Herbie Hancock, Thelonious Monk, Keith Jarret e Oscar Peterson os traços perfeitos para lapidar seu estilo impressionista. O encontro dessas vertentes musicais compõe o universo de Antonio José, cujo talento já foi reconhecido com entusiasmo nos Estados Unidos e na Europa.
Com disco gravado pela Carmo, de Egberto Gismonti, com o qual trabalhou vários anos, incluindo uma turnê pelo Brasil, onde se apresentou em grandes teatros como Palácio das Artes/MG, Teatro Nacional/DF, Teatro Municipal/RJ, para citar alguns, Antônio José participou ainda do Festival Internacional de Jazz na cidade de Grenoble. Tocou em clubes de jazz em Leon e Tour, na França, e em Berlim, onde permaneceu durante vários meses. Apresentou-se também, na Fenac da França e Portugal.
Fez parte de trabalhos discográficos, compôs trilhas para cinema, longas e curtas metragens, TV, vídeo e é citado na revista norte-americana de jazz Keeboard. Sua discografia é composta por: Um Mito Uma Coruja Branca – Gravadora Carmo (1984), Pandeiro – Fundação Demócrito Rocha (1999), Antonio José e Nonato Luiz – Letra & Música (2004), Um Mito Uma Coruja Branca – Relançamento em CD, Carmo (2008) e Piririguá – DVD (2009).
No Festival Jazz & Blues Antônio José Forte e Robertinho Silva vão apresentar composições próprias como “Suite do Rauuuul...” (Antônio José Forte e Robertinho Silva) e “Conversa de Pinguin / Chorinho pro Noel” (Antônio José Forte) e de outros autores, como “Mulher Rendeira” (domínio público, adaptação de Robertinho Silva).
MAGIC SLIM (EUA)
Magic Slim dispensa qualquer apresentação. O gigante de 70 anos impressiona apenas por seu simples andar. Nascido na cidade de Torrence, Mississippi, Slim é um ícone do Chicago Blues. Chegou em Chicago em 1957 com seu amigo e mentor Magic Sam e logo começaram a fazer história. O velho Magic (Sam) e o novo Magic, assim eram chamados. Slim começou como baixista na banda de Sam e logo ganhou respeito de todos os grandes da cidade.
Gravou seu primeiro disco em 1976 e, desde então, vem aumentando sua discografia. Merecem destaques alguns discos editados pela Wolf Records, gravados ao vivo na Áustria. São eles, Live on the Road (1990); 44 Blues (1992) e o box Zoo Bar Colection – Volumes I, II, III e IV. É artista da Blind Pig Records, com quem gravou os CDs Gravel Road (1990), Scufflin’ (1996), Black Tornado (1998), Snakebite (2000), Blue Magic (2002), o CD e DVD ao vivo Anything Can Happen (2005), The Essential Magic Slim (2007) e Midnight Blues (2008). Em 2009 a gravadora lançou em LP uma edição limitada e remasterizada de Gravel Road.
Cada show de Magic Slim é uma surpresa. Não existe ensaio ou set list. "Eu vejo qual é o tipo de público, toco algumas músicas e vejo como as pessoas reagem, como elas dançam e vou por aí." Mas uma coisa é certa, o som que sai do palco é o que de melhor se faz atualmente de blues em todo o mundo,
No Festival Jazz & Blues, além de sua própria guitarra, Magic Slim será acompanhado por dois músicos da Blues Special Band, com quem fez turnê em 2007 e 2008, o baterista Adrian Flores e o guitarrista Juan Codazzi (que além de Magic Slim tem tocado com outros grandes nomes do Chicago Blues como Phil Guy - irmao de Buddy Guy -, Eddie C Campbell e John Primer), e o baixista Silvio Alemão.
TÚLIO MOURÃO (MG) e NONATO LUIZ (CE)
Túlio Mourão e Nonato Luiz são dois dos grandes instrumentistas brasileiros da atualidade. Pianista, compositor e arranjador, Túlio Mourão é protagonista de uma rica estória dentro da Música Popular Brasileira. Integrou a banda Mutantes na fase do rock progressivo, e esteve na banda de artistas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso. Sua música instrumental se apóia numa consistente construção melódica. busca um perfil pessoal e original dentro da música instrumental brasileira, metabolizando elementos que vão da música erudita aos cânticos religiosos da tradição sacra e popular de Minas Gerais. O pianista exercita um perfil mais brasileiro e rítmico através de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, resultando numa síntese batizada de jazz mineiro.
Nonato Luiz, cearense de Lavras da Mangabeira, é hoje um dos instrumentistas brasileiros mais respeitados no circuito europeu, onde vem desenvolvendo, ao longo dos anos, inúmeros concertos em violão, elogiados pela crítica especializada. Suas músicas já foram gravadas por violonistas de todo o mundo (Brasil, Tchecoslováquia, Estados Unidos, Inglaterra, China, Argentina, Alemanha, Áustria, França etc). É um dos privilegiados brasileiros a lançar na Europa um livro reunindo as partituras de suas composições entitulado Suíte Sexta em Ré Para Guitarrra, editado pela Henry Lemoine, em Paris-França.
O show que Túlio Mourão e Nonato Luiz apresentarão em Guaramiranga terá o repertório do CD Mangabeira, além de momentos solos de cada um dos artistas. Lançado recentemente, Mangabeira representa a redescoberta do enorme prazer de tocar juntos e a percepção compensadora da grande atualidade e aceitação da música produzida pelo duo.
Túlio Mourão diz: “Nonato Luiz é responsável por uma vertente extremamente singular no contexto do violão brasileiro. Me cativam em especial o vigor do desenho melódico e o delicado equilíbrio entre a universalidade trazida pelo traço erudito e o timbre com acento agreste”. A arquitetura musical do duo também exibe singularidade ao se desviar elegantemente da óbvia função entre os instrumentos, que quase sempre alterna base e solo melódico, e buscar uma construção mais perto da polifonia, reforçando uníssonos e valorizando linhas. Os músicos preparam CD inteiramente novo enquanto cumprem (prazerosamente) eventos de lançamento em Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza e negociam pequena turnê pela Europa.
CARLOS MALTA (RJ)
O músico dos sopros Carlos Malta, conhecido como Escultor do Vento, é multiinstrumentista, compositor, orquestrador, educador e produtor cultural, possuindo um estilo totalmente original e criativo. Desenvolve múltiplos timbres nos saxofones barítono, tenor, alto e soprano, nas flautas em sol, dó, baixo, piccolo e flautas étnicas, traduzindo, através de seu sopro, a alma da música do Brasil.
Liderando seus diferentes grupos, apresentou-se na França, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, África do Sul, Marrocos, Japão, Venezuela, República Dominicana e em Cuba, onde tocou com Michel Legrand e Chucho Valdéz em 2004. Em 2008 fez participações especiais nos shows de Bob Mc Ferryn, Dave Mattews Band e Roberto Carlos & Caetano Veloso no tributo a Tom Jobim. Como educador, já deu aulas na Berklee School, no Conservatório da França, Universidade da Flórida e na Dinamarca dentro da Royal Academy of Music.
Lançou os CDs: Rainbow, duo com o violoncelista suíço Daniel Pezzotti, indicado ao Prêmio Sharp em 1995; O Escultor do vento (1998), onde mostra algumas de suas composições, dobrando seus saxofones e flautas e criando uma verdadeira orquestra de sopros; Carlos Malta e Pife Muderno (1999), indicado ao Grammy Latino e onde criou e desenvolveu uma nova leitura para o repertório das bandas de pífaro; Pimenta (2000), recriando clássicos eternizados pela voz de Elis Regina; Pixinguinha Alma e Corpo (2000), com arranjos para sopro e quarteto de cordas sobre a obra do mestre Pixinguinha; Tudo Coreto, com sua banda Coreto Urbano, de metais e percussões, com arranjos modernos calcados na tradição das bandas do interior; Ponto de Bala, coletânea dos CDs comemorando dez anos de carreira solo; PARU (2006), com o Pife Muderno em homenagem ao grande amigo pajé, da tribo Yawalapiti do Xingu. Em 2009, Malta lançou na Dinamarca Live Brasil, com o grupo Pife Muderno e a Big Band do Conservatório Real de Música, e After The Carnaval, trio com Thomas Clausen e Célia Malheiros.
UAKTI (MG)
O grupo mineiro é formado por Paulo Sérgio dos Santos, Artur Andrés Ribeiro, Décio Ramos e Marco Antônio Guimarães, que assina a direção musical. Foi criado em 1978, a partir de encontros de músicos na Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte para dar som e vida aos instrumentos construidos por Marco Antônio, a partir de materiais como tubos de PVC, vidros, metais, pedras, borracha, cabaças e até água.
UAKTI fez sua primeira apresentação pública em 1980, passando a conquistar platéias com sons inimagináveis. Sua música envolve, toca fundo na alma humana. E o grupo dá a dica: não tente explicar a música do UAKTI. Apenas sinta-a e deixe-se levar por essa viagem fantástica através de um mundo, místico e diferente. Dentre as diversas premiações recebidas destacam-se o prêmio Ministério da Cultura 96, como o melhor Grupo de Música Instrumental Brasileira, e o Prêmio Santista 97, pela inovação na Música Popular Brasileira.
O primeiro CD do grupo foi lançado em 1981. De lá para cá, o UAKTI conta com 12 títulos na discografia e um DVD que leva o nome do grupo. Os acordes mágicos do UAKTI já encantaram artistas de peso como Milton Nascimento, The Manhattan Transfer e o compositor norte-americano Philip Glass, diretor do selo POINT-MUSIC, que resultou em uma feliz parceria: foram lançados três álbuns do UAKTI por essa gravadora, assim como a realização da trilha musical do espetáculo “7 ou 8 Peças para um Balé”, num trabalho em conjunto do UAKTI, Philip Glass e Grupo Corpo.
PAULA TESSER (CE)
“Solidão”, “A Noite do Meu Bem”, “Por Causa de Você” e “Estada do Sol”, as duas últimas em parceria com Tom Jobim, são algumas das composições de Dolores Duran que serão apresentados em releituras na voz de Paula Tesser. Francesa, filha de pais brasileiros, a cantora voltou a morar em Fortaleza há dois anos, depois de 13 anos em Paris, período em que cantou em cenas parisienses e holandesas (Amsterdam) com a sua banda Paula Tesser & Boa CO, formada por Valdo Aderaldo, autor das composições, pelo argentino Tachi Gómez e os irmãos franceses Olivier e Christophe Defays.
Na Europa, Paula Tesser participou dos discos Boss-a-troniq2 (2001- Warner-Amsterdam), Cannes 2001 – Palm Beach (Wagram–Paris), EDC Passport Eddy de Clercq (2001- EMI) e para o cinema francês gravou Trois Zéro (2001) e Quelqu’un de bien (2002). Ainda residindo na França participou do CD Kinobox / Realejo Quartet (2002 – Independente - Fortaleza) e em 2004 gravou em Fortaleza o disco ao vivo Retrato do Vento, com músicas de autoria de Valdo Aderaldo.
No show que leva a Guaramiranga na segunda noite do Festival, Paula Tesser apresenta também composições de Valdo Aderaldo, como “Canção do Amor Banal” e “Arma de Abandono”, e estará em boa companhia com Edmundo Jr. (baixo), Denilson Lopes (bateria), Mimi Rocha (guitarra) e Pádua Filho (violão).
CHICO PINHEIRO (SP)
Considerado um dos grandes nomes da música contemporânea brasileira, o guitarrista, compositor e arranjador, Chico Pinheiro já dividiu palcos e gravações com artistas consagrados, como Rosa Passos, Brad Mehldau, Bob Mintzer, Diane Reeves, Luciana Souza, Dori Caymmi, Chico César, Cesar Camargo Mariano, Cachaíto Lopez (Buena Vista Social Club), Esperanza Spalding, Eddie Gomez, Claudio Roditi, entre outros.
Mencionado no livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira (Charles Gavin), Meia- Noite Meio-Dia, seu primeiro disco, foi lançado em 2003. Nele, o compositor, arranjador e violonista contou com a participação especial de diversos nomes da música brasileira, como Luciana Alves, Ed Motta, Chico César, Lenine e Maria Rita. Item raro e há tempos fora de catálogo, o músico relança esse álbum, agora pelo selo Buriti Records, do próprio artista.
No show, Chico Pinheiro mostra releituras de suas composições, entre elas: Contemplação, Meia Noite Meio Dia, Aquela (parceria com Chico César), Popó (com Aldir Blanc), Ao Vento (com Guile Wisnik e Paulo Neves) e a inédita Canto Vagabundo, música de Chico Pinheiro sobre o poema de Maysa, que faz parte da nova edição do álbum. Para compor o palco, Chico Pinheiro (voz e violão) recebe Fabio Torres (piano), Marcelo Mariano (baixo), Edu Ribeiro (bateria) e Luciana Alves (voz).
WAGNER TISO (MG/RJ) convida VICTOR BIGLIONE (ARG/RJ)
Wagner Tiso é um músico completo. Pianista, tecladista, compositor, arranjador, maestro e diretor musical, é um dos músicos brasileiros mais respeitados no exterior, participando com freqüência dos melhores festivais de jazz da Europa como Montreux, Berlim, Montmartre na Dinamarca e Nice. Suas apresentações fazem parte da agenda das principais salas de concertos na Grécia, Itália, França, Áustria e Alemanha.
Ele ampliou seus horizontes em diferentes direções: música popular, sinfonias, ópera, trilhas para cinema, teatro e televisão, jazz, balé. Wagner é um músico original, não imita ninguém. Sabe como poucos extrair das suas formações orquestrais uma unidade e coesão absolutas, como disciplina, espírito de grupo e excepcional musicalidade. Perfeccionista, realiza uma obra memorável, fazendo de seus arranjos verdadeiros trabalhos burilados com o requinte de esmerado artesão. Suas criações estão impregnadas de uma vigorosa expressão sonora brasileira. A fusão de vários elementos musicais, que estruturam suas composições - do sentimentalismo cigano ao barroquismo mineiro - dão a este magistral músico um caráter de sua rareza musical.
Victor Biglione consagrou-se no Brasil e no exterior como um dos maiores guitarristas e violonistas da atualidade, conquistando o reconhecimento do público e dos críticos. Com um estilo musicalmente eclético, misturando bossa nova, rock, jazz e blues, já tocou com mais de 300 nomes da MPB e da música internacional. Lançou 16 CDs solos ou duos em diversos países e ainda, outros dois pela Cor do Som, banda que integrou de 1982 a 1984 contribuindo para a consagração do pop-rock brasileiro.
O músico foi o único brasileiro (apesar de nascido na Argentina) a participar no New York Guitar Festival no segundo semestre de 2002 nos EUA, onde também foi consolidar sua prestigiosa parceria com o ex-Police, Andy Summers, gravando o segundo CD do duo, Brazil Splendid, em Los Angeles. Participou nos últimos dez anos dos principais festivais de jazz em vários continentes entre eles o Free Jazz por cinco vezes, o Festival de Montreal por quatro vezes, o New York Guitar Festival, entre outros. Compôs ainda várias trilhas sonoras para TV e teatro, cinema, entre eles Como Nascem os Anjos, de Murillo Salles, com o qual recebeu o Kikito de melhor trilha sonora no Festival de Gramado, e Faca de Dois Gumes, vencedora da melhor trilha sonora no Rio Cine Internacional. Ganhou ainda o Grammy Latino pelo CD Crooner, gravado com Milton Nascimento.
RILDO HORA (PE/RJ) convida MISAEL DA HORA (RJ)
Os fãs da música instrumental, em especial Gaita e Piano, podem conferir o show do gaitista, arranjador, compositor e produtor musical Rildo Hora ao lado de seu filho, o pianista Misael da Hora. No show, pai e filho musicistas apresentam um repertório moderno e contemporâneo que pode viajar com facilidade do erudito ao jazz e ao brasileiro. Nomes como Villa-Lobos, Guerra Peixe (com quem Rildo estudou por mais de 15 anos e seu mestre dedicou composições exclusivas), Hermeto Paschoal (O Ovo: blues nordestino), Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Richard Rodgers and Lorenz Hart, Tom Jobim, Rodrigo Maranhão, além de composições próprias, fazem parte do acervo de arranjos que serão apresentados.
Festivais de Jazz pelo Brasil e Europa, Canecão-RJ, Sala Cecília Meireles-RJ, Teatro Municipal-RJ, Bienal de Música Contemporânea, Teatro Guaíra-PR, Teatro Municipal de Manaus e Clube do Choro (Brasília) são alguns dos palcos em que Rildo Hora e Misael da Hora vêm se apresentando na última década.
Rildo Hora é uma das personalidades do Brasil atual. Possui quatro prêmios Grammy Latino como produtor, inúmeros prêmios TIM como arranjador e é apontado por seus colegas gaitistas, inclusive Toots Thielemans, como um dos principais instrumentistas em atividade no Brasil, dono de um estilo e sopro inconfundíveis. Possui vários e premiados CDs lançados, onde nomes como Nico Assumpção, Mauro Senise, Luiz Eça e Romero Lubambo (CD "Autonomia", Rildo e Romero) atuam ao seu lado.
Misael da Hora é pianista, compositor, arranjador e produtor musical. Tem bacharelado em Composição na UNI-RIO. Estudou Piano Clássico com Lais Figueiró, Sônia Maria Vieira, Aleida Schweitzer, Harmonia com Luiz Eça e Jazz com Alexandre Carvalho. Morou em Barcelona por cinco anos onde fez sucesso em casas e festivais de jazz europeus com o Misael da Hora Works, quinteto de piano, sax/clarinete, baixo, bateria e percussão dedicado somente às suas composições brasileiras com forte colorido africano. Esse trabalho rendeu a Misael uma carta de apresentação do Consulado Geral do Brasil na Espanha, assinalando o valor cultural representado pelo trabalho. De volta ao Brasil, segue atuando como arranjador, produtor musical e se apresenta em festivais de jazz com suas composições e piano solo.
MÁRCIO RESENDE (RJ/CE)
Márcio Resende nasceu no Rio de Janeiro em 1961 e aos sete anos começou a tocar flauta. Em 1977 formou a sua primeira banda, SEMENTE, junto com Cláudio Nucci, Mário Adnet, Lobão, Mv Carvalho, entre outros. Trabalhou com a cantora Nana Caymmi em 1980 e 1981. Entre 1981 e 1991 morou nos Estados Unidos e estudou nas faculdades Berklee College of Music e New Ingland Conservatory of Music. Lá estudou com Joe Allard, Miroslav Vitous, Joe Lovano, George Russel Timmy Giuffre, Tim Mcneely e George Garzone. Nos EUA, tocou com Dave Kikowsky, Dave Douglas, Brian Bromberg, Baron Brown, Aydin Esen, entre outros.
Ao retornar ao Brasil, residiu no Rio de Janeiro até 1995. Neste ano mudou-se para São Paulo, onde morou até 1998, quando finalmente fixou residência em Fortaleza, onde vive até hoje. Márcio Resende é desde 2001 professor na Universidade Estadual do Ceará e já participou de vários festivais de Guaramiranga, entre outros festivais no Nordeste, Europa e EUA.
Márcio Resende tem dois CDs. Um “New Bossa” e outro CE BRAZUCA (banda) de material inédito. No Brasil, tem sua carreira marcada por trabalhos com Toninho Horta, Nailor “Proveta” Azevedo, Nelson Ângelo, Cláudio Nucci, Fagner, Mário Adnet, Wilson Simonal, Adelson Vianna, Zé Menezes, entre outros.
O show no Festival Jazz & Blues em Guaramiranga será uma homenagem à banda americana Weather Report, dos músicos Wayne Shorter, Joe Zawinul, Jacó Pastorius e Miroslav Vitous, que maravilhou o mundo do jazz e fusion nas décadas de 1970 e 1980.
TRIO CORRENTE (SP) convida PAQUITO D'RIVERA (CUBA/EUA)
Formado pelo pianista Fabio Torres, o baixista Paulo Paulelli e o baterista Edu Ribeiro, o Trio Corrente cria um som original, “correntizando’ os clássicos do choro e da MPB em improvisações jazzísticas, junto a composições autorais. O grupo está em plena ascendência. Seu primeiro álbum, Corrente, lançado pela gravadora Maritaca, apresenta brilhantemente obras de compositores que refletem o essencial da música brasileira - de Jobim a Pixinguinha – sob a perspectiva de um trio contemporâneo. Os arranjos fazem soprar novos ventos sobre os temas do choro, samba e bossa, e as performances são marcadas pela originalidade e inventividade. A interação dos três músicos no palco faz do inesperado uma regra e cada instrumento adquire uma voz própria resultando no que se poderia chamar de trio de jazz contrapontístico.
Em 2009, eles iniciaram o projeto “Trio Corrente Convida”, realizado em São Paulo, que contou com a participação de grandes nomes da música nacional como Joyce, Hamilton de Holanda, Leila Pinheiro e Monica Salmaso. Em setembro do mesmo ano, o trio realizou uma turnê pela Europa, passando pela Suíça, Irlanda e Espanha e já esta programada uma segunda viagem para maio de 2010.
Vencedor de nove prêmios Grammy, Paquito D’Rivera é festejado tanto por seu talento no latin jazz como por suas criações como um compositor clássico. Seu amplo e eclético interesse musical vai de ritmos afro-cubanos e melodias, incluindo as influências adquiridas em suas muitas viagens, sem esquecer suas origens clássicas.
As numerosas gravações de Paquito D’Rivera incluem mais de 30 álbuns solo. Enquanto sua discografia reflete sua dedicação e entusiasmo pelo jazz, bebop e música latina, suas contribuições para a música clássica são impressionantes. Destacam-se atuações como solista com a Filarmônica de Londres, Orquestra Sinfônica de Londres, Filarmônica de Varsóvia, Sinfônica de Baltimore, Orquestra Filarmônica da Florida e Filarmônica de Brooklyn, entre outras.
Foi membro fundador e co-diretor do Irakere, grupo que apresentou um trabalho inovador e contagiante, marcado por uma mistura de jazz, rock, música clássica e tradicional cubana. Irakere fez grandes turnês em toda a América e Europa, ganhou várias indicações ao Grammy (1979 e 1980) e um Grammy (1979). Em 1988 foi membro fundador da United Nation Orchestra, criada por Dizzy Gillespie para mostrar a fusão das influências latina e caribenha com o jazz. Seguiu como maestro convidado desse grupo, que conta com artistas como James Moody, Slide Hampton, Airto Moreira, Flora Purim, Faddis Jon e Steve Turre. A United Nation Orchestra ganhou um Grammy em 1991, mesmo ano em que Paquito D’Rivera recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award, de Carnegie Hall, por suas contribuições à música latina. Além disso, D'Rivera é aclamado mundiamente com os grupos Chamber Jazz Ensemble, Paquito D'Rivera Big Band e Paquito D'Rivera Quintet.
MARIMBANDA (CE)
Festejando dez anos de sua fundação a Marimbanda volta ao Festival Jazz & Blues com um passeio pelo Brasil musical, tocando muito baião, frevo, choro, samba, além de um jazz autoral brasileiríssimo e de novas releituras. O quarteto é composto por Luizinho Duarte (baterista, violonista e arranjador), Heriberto Porto (flautista), Thiago Almeida (pianista) e Miquéias dos Santos (contrabaixista autodidata, violonista e compositor).
Com um trabalho reconhecido e elogiado dentro e fora do Brasil, Marimbanda recebeu o “Prêmio Nelsons de Música” (com votação pela internet) como Melhor Grupo Musical de Jazz, nos anos de 2001, 2002, 2003 e 2004. Marimbanda tem dois CDs gravados: Marimbanda (2001) e Tente Descobrir (2005). Fez os arranjos e a execução da trilha sonora do Musical A Estrela Dalva (sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira) e participou do CD da Spock Frevo Orquestra (PE), com a música “Frevo da luz”, de Luizinho Duarte.
Em 2009 realizou turnê na França e na Bélgica, com shows nas cidades de Briançon, nos alpes franceses (Encerramento do Festival Altitude Jazz), Bruxelas e Bordeaux. Ao longo da carreira participou de shows e projetos como: 4° Prêmio Visa MPB Instrumental (SP); Circuito SESC Instrumental Paulista em São Paulo (Gravação de programa Instrumental SESC Brasil da TVS - com Patrícia Palumbo / SP), Santo André, São Carlos, Campinas e Sorocaba; Festival Jazz & Blues de Guaramiranga (CE); shows no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), Sala FUNARTE Sidney Miller (RJ), Centro Cultural Arte Sumária (RJ), Palco Livre – Niterói (RJ), Circuito Cultural Banco do Brasil, Festival BNB Instrumental em Natal, RN (2009).
RAMO (MG)
Ramo é a união do trabalho de cinco jovens compositores, instrumentistas e arranjadores na criação de uma música instrumental viva e criativa, no encalço de um novo sopro para a música do nosso tempo. Tocando composições de seus integrantes, o grupo desenvolve uma linguagem que alia liberdade de improvisação a ousadia composicional. É formado por Daniel Pantoja (flautas), Felipe José (violoncelo, flauta e violão), Rafael Martini (piano e violão), Frederico Heliodoro (contrabaixo) e Antonio Loureiro (bateria), compositores premiados em alguns dos mais importantes concursos de música instrumental do Brasil. O grupo, que ganhou o prêmio Pixinguinha (FUNARTE), acaba de gravar seu primeiro disco, ao lado do guitarrista e violonista André Rocha, com a direção musical de Benjamim Taubkin e oficinas com Itiberê Zwarg.
VIOLA DE ARAME (BA)
O grupo instrumental Viola de Arame faz um show de um gênero musical que pode ser classificado ao mesmo tempo como regional e universal. Traz a linguagem da viola brasileira tradicional para um novo ambiente musical, experimental e moderno, a partir de releituras de temas populares e de composições próprias. A viola de 10 cordas - também chamada viola caipira ou viola de arame - aparece com potência sonora e experimentalismo, através de um repertório que passeia por sambas de viola, pagodes de viola, baiões, ponteios, choros, chacareras e ainda fusões inusitadas.
Os multi-instrumentistas Júlio Caldas (violas de 10 cordas) e Cássio Nobre (viola de 10 cordas, viola machete - tipo raro de viola somente encontrada no Recôncavo Baiano - e violão de 7 cordas), são tocadores e pesquisadores deste instrumento e apresentam neste trabalho alguns dos resultados de suas experiências com a viola, que há mais de dez anos vêm conduzindo separadamente. Juntos desde 2007, neste show, que tem a participação do percussionista Ricardo Hardmann (derbak, pandeiro, moringa, cajon, atabaque e efeitos), exploram a sonoridade inconfundível da viola, assim como sua “aura misteriosa” e suas múltiplas possibilidades de afinação.
No repertório, composições próprias, como Cortado de Palma (Júlio Caldas / Cássio Nobre), Flor Cigana (Luiz Caldas) e Abaraka (Cássio Nobre) e de compositores célebres da música brasileira, como Lamento (Pixinguinha), Brejeiro (Ernesto Nazareth), Trenzinho Caipira (Villa Lobos) e Santa Morena (Jacob do Bandolim). O grupo prepara agora o seu primeiro CD, com lançamento previsto para 2010.
HARMÔNICA MERCOSUL (BRA/ARG/CHI)
Representantes da elite do Blues e da harmônica na América do Sul juntaram-se para um novo e inédito trabalho. O trio, que já percorreu boa parte da América Latina, EUA e Europa - em turnê com suas respectivas bandas e com outros artistas -, sobe agora aos palcos para uma celebração inédita. O encontro originou-se de uma admiração mútua. Jefferson Gonçalves (Brasil), Nicolas Smoljan (Argentina) e Gonzalo Araya (Chile) já dividiram o palco diversas vezes, em jam sessions promovidas por suas bandas em vários festivais internacionais. Mas, pela primeira vez, se uniram para fazer shows juntos.
A proposta dos músicos é divulgar as possibilidades sonoras da gaita e mostrar para o público três estilos diferentes de tocar o mesmo instrumento, juntos no palco, Jefferson, Nicolas e Gonzalo fazem a pequena gaita de blues superar todas as suas limitações e levam o público ao grande passeio musical. Com influências dos grandes mestres da harmônica, o trio formou um projeto simples e com resultado surpreendente, que leva o nome de “Harmônica Mercoblues”.
Em seus shows apresentam músicas autorais, clássicos do Blues, Country Blues, Folk, Funk Blues, entre outros estilos, num show alto-astral, contagiante e, por que não, dançante. A afinidade dos músicos é tão grande que em certos momentos do show remete o público a atmosferas de cidades como New Orleans, Chicago e Menphis.
ARTUR MENEZES (CE)
Aos 24 anos de idade, Artur Menezes já é guitarrista há 12 anos. Um dos primeiros sons que o despertou para a vida de músico profissional foi o rock’n’roll, mas logo encontrou o Blues e desde então não largou mais. Suas principais influências vão de Jimi Hendrix ao rei do baião Luiz Gonzaga, passando por Albert Collins, Albert King, B.B. King, Stevie Ray Vaughan, Buddy Guy e Johnny Winter. Atualmente é um dos artistas mais ativos na cena musical cearense, realizando uma média de 12 apresentações por mês, com bandas das quais é integrante, como Blues Label, De Blues em Quando, Zeppelin Blues, Roblackto e ExperiHendrix Trio.
Com seu projeto solo Artur Menezes participou em 2009 do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga e em 2008 as sessões de Jam Session do Festival ficaram por conta do guitarrista durante os quatro dias de carnaval, além de ter se apresentado em mais quatro edições com outras bandas. O músico também se apresentou em outros importantes eventos musicais do Ceará e de outros estados do Brasil. Em fase de gravação do seu novo disco, Artur Menezes participa ativamente da cena do blues em Fortaleza com shows de blues, passeando pelo rock'n'roll, funk e soul. No repertório, além de músicas autorais, clássicos de Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton.
Em busca constante de aperfeiçoamento, cursa a faculdade de Música na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e já passou duas temporadas morando em Chicago, nos Estados Unidos. Este tempo fora lhe rendeu bons contatos com músicos de renome internacional, com os quais tocou, por exemplo: John Primer, Charlie Love and The Silky Smooth Band, Linsey Alexander, Phill Guy, Brother John, Jimmi Burns, Big Ray, dentre outros. Ele fez apresentações em diversos bares de blues, como B.L.U.E.S., Kingston Mines, Buddy Guy's Legends, Smoky Daddy, Rosa's, Vine Tastings e Katherina’s. Durante as temporadas em Chicago, Artur foi integrante da banda americana The Shakes, que prima pela tradicionalidade do blues elétrico, e gravou com ela dois discos.
No Brasil, Artur Menezes acompanhou os músicos Igor Prado, Ivan Márcio, Johnny Rover, Jefferson Gonçalves, Andy Boy e Alexandre Araújo. Entre canjas e abertura de shows, dividiu palcos com artistas do porte de Nuno Mindélis, Sérgio Duarte, Blues Etílicos, Magic Slim, Big Time Sarah, Scott Henderson, Rick Estrin, Blue Jeans, Robson Fernandes, Peter Mad Cat, Blues ETC, Baseado em Blues, Big Gilson, Sérgio Duarte, Celso Salim, El Mocambo, JJ Jackson, André Christovam e Lancaster.
BIG TIME ORCHESTRA (PR)
Quando o vocalista de uma banda fica com o rosto encharcado de suor durante o show, só pode haver dois motivos: ou o ar condicionado da casa quebrou, ou o grupo está dando o máximo de si, entregando-se à platéia. Como a primeira hipótese é remota numa casa de alto nível como o Bourbon Street Music Club, em São Paulo, dá para imaginar o que é uma apresentação da Big Time Orchestra.
A imagem é uma das tantas que chamam atenção no DVD “Ao Vivo no Bourbon Street”, que está sendo lançado pela big band curitibana (o CD homônimo tem o áudio do show). Gravar no Bourbon é um privilégio para poucos, e a Big Time entrou para o seleto clube graças aos shows lotados que faz há anos na casa, tornando-se uma das atrações mais frequentes nesse templo da música negra americana.
E qual a receita de tanto sucesso? Ah, é fácil, basta um repertório altamente dançante, com números como “Hit the Road Jack”, “Johnny B. Good”, “Let’s Twist Again”, “In the Mood”, “Simca Chambord” etc. Bem, mas se fosse só isso haveria dezenas de bandas bem-sucedidadas como a Big Time. Acontece que ela tem energia, bom-humor e muito talento. Isso não é para qualquer um. Tanto que as músicas mais pedidas pelo público não são os covers, mas composições próprias como “Clotilde”, “Só Amo Essa Mulher” e “Brasileiro”.
Está tudo no DVD: as engraçadas coreografias; o uniforme preto e branco que é sua marca registrada; os solos vibrantes dos músicos, a voz privilegiada de Zorba Mestre. Você vai se divertir em casa como se estivesse no Bourbon. Mas chame os amigos para assistirem juntos, porque um show da Big Time é uma festa.
A Big Time é uma das principais bandas do gênero no Brasil. Não por acaso, foi escalada para tocar em renomados festivais como os de Campos do Jordão (SP), Rio das Ostras e Búzios (RJ). Agora, ela pode tocar também na sua casa.