SALA DE IMPRENSA

Espetáculos da Mostra Nordeste do XVIII FNT Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga

Um total de 72 espetáculos de 67 companhias dos nove estados participaram do processo seletivo da Mostra Nordeste do XVIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga - FNT, que acontece de 03 a 10 de setembro. Destes, foram selecionados dois do Ceará, dois de Pernambuco e um da Bahia, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Participaram da seleção espetáculos voltados para espaços não-convencionais, teatro de rua, performances, contação de história, circo-teatro, teatro popular e palco italiano. O critério utilizado pela comissão de seleção foi da qualidade do trabalho teatral, diversidade estética e como estes investigam o teatro de rua e o teatro na rua.

A comissão de seleção foi composta pelos seguintes profissionais: Silvero Pereira (Ator, artista plástico, graduado em Artes Cênicas pelo IFCE, diretor do Grupo Parque de Teatro na cidade de Aquiraz e Grupo 3X4 de Teatro em Fortaleza. É curador do Festival de Teatro de Acopiara/CE e professor do Curso Princípios Básicos de Teatro no Theatro José de Alencar); Thiago Arrais (Diretor teatral, professor efetivo do curso de Licenciatura em Teatro do IFCE e integrante do Movimento Todo Teatro É Político); e Vanéssia Gomes (Atriz do grupo Teatro de Caretas, mulitiplicadora do método Teatro do Oprimido e articuladora Rede Brasileira de Teatro de Rua).

ESPETÁCULOS SELECIONADOS PARA A MOSTRA NORDESTE

Qualquer Coisa a Gente Inventa ((Grupo Os Bobos da Corte – BA).
Autora, diretora e atriz: Meran Vargens. 45min. Meran Vargens traz à cena sua contadora de histórias. Um desafio à imaginação. Uma sessão de histórias inventadas na hora a partir de estratégias de narrativas cênicas, onde o público, se quiser, inventa. A atmosfera é de encontro, intimidade e troca de experiências de vida que habitam nossas memórias, sonhos e nosso rico universo imaginário.

Charivari (Grupo Ninho de Teatro – CE).
Texto: Lourdes Ramalho. Direção: Duílio Cunha. É o terceiro espetáculo adulto do grupo e o seu primeiro de rua. Estreou em setembro de 2009. O espetáculo Charivari é uma encenação para o premiado texto homônimo da dramaturga Lourdes Ramalho com direção de Duílio Cunha. Utilizando uma arena em plena praça pública para o desfile de personagens de cunho farsesco, o espetáculo se propõe a rememorar as tradições carnavalescas medievais em diálogo com elementos do teatro contemporâneo e da cultura popular para fazer rir e, ao mesmo tempo, constituir um charivari de nossos tempos no qual o riso zombeteiro é a arma para correção dos males praticados.

Flor de Macambira (Grupo Ser Tão Teatro – PB).
Baseado na obra “O Coronel de Macambira” de Joaquim Cardozo. Adaptação: Rosyane Trotta. Direção: Christina Streva. 58min. “Flor de Macambira” é uma festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade que conta a história da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma. Tipos do cotidiano brasileiro como o coronel sanguinário, o padre mercantilista, o bicheiro corrupto, e o triunvirato do capitalismo: o economista ilusionista, o banqueiro especulador e o marqueteiro enganador vão sendo apresentados, quadro a quadro, no espetáculo. A peça é uma leitura contemporânea do texto da década de 60.

Abajur Lilás (Grupo Imagens de Teatro – CE).
Texto: Plínio Marcos. Direção: Edson Cândido. 1h. Texto de 1969. Foi proibido em abril de 1970 e permaneceu na gaveta da censura por uma década, sob a alegação de que atentava contra a moral e os bons costumes. Liberado em abril de 1980, provocou profundo impacto em sua estreia nacional e teve inúmeras versões regionais durante 20 anos. Três mulheres sobrevivem como prostitutas à beira da marginalidade. Apesar das incontestáveis dificuldades este cotidiano, tudo está como deveria. Até que um dia, tomada por um subido acesso de raiva e o árduo desejo de provocr o proprietário do covil, uma delas quebra um abajur. Este evento é o suficiente para desencadear a vingança do dono do prostíbulo.

Canto de Gregório (Grupo Magiluth – PE).
Dramaturgia: Paulo Santoro. Direção: Pedro Vilela. Gregório é um personagem inquieto com o sentido de suas próprias ações. Sozinho em seu canto ele busca uma ética conversando com mitos da religião e da filosofia e armando um cenário para ser julgado pelo crime de não ser um bom homem.

Circoluz Brincante (Cia Tapete Criações Cênicas – MA).
De Raquel Franco Almeida. O espetáculo explora o círculo como local do teatro, do ritual, do circense e do encontro. Nele, a palhaça Keke divide com o público elementos de sua genealogia, as partículas de brincadeira, riso e absurdo que a compõe. São exploradas as várias possibilidades de jogo e diálogo entre comicidade, cultura popular maranhense e habilidades circenses.

Flúvio e o Mar (Atores à Deriva Coletivo Artístico – RN).
Texto e Direção: Henrique Fontes. 50min. Um menino com um destino de onda, um desejo de Mar. Assim é Flúvio, o herói deste espetáculo infanto-juvenil do Coletivo Atores à Deriva. A peça conta a história de Flúvio, um menino de nome aquático que mora na pequena cidade de Elmo das Pedras e que um dia decide partir em uma aventura em busca do mar, porque segundo ele. É do mar que nasce toda a vida. No caminho encontra alguns personagens curiosos. Eles aparecem em seu caminho, alertando-o sobre suas escolhas.

O Auto da Folia de Reis (Grupo Corpos Teatro Independente – PI).
Texto, Direção e Produção: Adalmir Miranda. É um espetáculo teatral de cunho popular que traz como tema principal o Reisado do Piauí. Possui a carcterística principal de espetáculo de teatro de rua resgatando a expressão popular do nosso povo nas mais diversas áreas da cultura nordestina, trabalhando o teatro infanto-juvenil. Dentro de uma concepção bastante simples, o texto traz no seu bojo um levantamento realizado por trabalho de pesquisa sobre as expressões populares nas mais diversas áreas da cultura nordestina, tendo como foco principal o reisado e costumes do folclore piauiense.

Pólo Marginal - Opereta de Rua (Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel – PE).
Texto: Marco Pólo Guimarães. Direção: Carlos Salles. 60min. Conta a história de um grupo de artistas saltimbancos que decidem aportar no centro do Recife, trazendo a força da poesia e da música como forma de provocar as pessoas com relação à sensibilidade e a emoção presente em cada um de nós. Com poemas fortes e lancinantes, o espetáculo propõe uma radiografia dos problemas comumente observados nos grandes centros urbanos.

26/08/2011

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